Muito se falou. Muito se promoveu. Muito se prometeu. E pode ter certeza: tudo se cumpriu!

“Vingadores: Guerra Infinita” é o ápice dos filmes de super-heróis de todos os tempos, mas não porque reúne praticamente todos os personagens da Marvel Studios, mas, sim, pelo fato de entregar uma história coesa e com aquilo que o estúdio sabe fazer de melhor nessa última década: entreter.

A grande estrela do longa é Thanos. O vilão, que há tanto tempo é aguardado nas aventuras dos heróis, finalmente chegou. Quando foi apresentado, na cena pós-crédito de “Vingadores”, em 2012, não havia tanta certeza do que aconteceria nos próximos anos dos filmes do estúdio. Naquele momento, com apenas um sorriso bonachão, era de se imaginar que o Titã Louco fosse mais um desses vilões megalomaníacos que se vê em toda a história. Pouco depois ele retornou em “Guardiões da Galáxia”, mais sério, mas do tipo “chefão final” com a filosofia “pra que enfrentar os mocinhos se eu tenho lacaios que podem fazer isso por mim?!”. Foi somente na cena pós-crédito, e até sem sentido para a história (com um furo de continuidade)[mero fã-service], de “Vingadores: Era de Ultron”, que ele finalmente se levanta do trono para mostrar que estava disposto ao combate.

Na aventura que reuniu quase todos os personagens do estúdio, o título dos quadrinhos de “Titã Louco” não faz sentindo algum. Thanos é sim um Titã, não somente pela sua raça, mas pela imponência que apresenta em tela. Agora, agregar a característica de “Louco” ao personagem é questionável. Muito lúcido, os diretores Joe e Anthony Russo conseguiram humanizar o antagonista da trama, algo que, infelizmente, Joss Whedon não conseguiu com Ultron.

Embora seja errado, você consegue entender as reações ambições de Thanos e até se afeiçoar brevemente pela sua busca pelas Joias do Infinito. Os artefatos, por vezes confusos no Universo Cinematográfico Marvel, finalmente mostram o seu real poder, como por exemplo a Joia da Realidade, apresentada unicamente em “Thor: O Mundo Sombrio”.

O tom cômico, e por vezes debochado, continua, não de forma gratuita, mas para aliviar a tenção causada. Thanos é um perigo real para qualquer herói, ninguém estava a salvo, e infelizmente, houve perdas que serão reais para os próximos filmes.

Todos os acontecimentos recentes de “Capitão América: Guerra Civil”, “Thor: Ragnarok” e “Pantera Negra” ainda ecoam na trama. Mas, não se preocupe,  caso você não se recorde das histórias ou não tenha tido de tempo de assistir os filmes anteriores. Há sempre um resumo didático e que ajuda na construção do novo capitulo.

Era nítido a empolgação dos presentes na sala do cinema a cada nova cena, reviravolta ou personagem inserido em combate. Foram 18 filmes até esse tão aguardado embate. Todo o “terreno” foi preparado para essa história, e a Marvel cumpriu como o prometido. “Vingadores: Guerra Infinita” é o ápice do estúdio. O único problema é esperar até 03 de maio de 2019 para a real continuação dessa história. A Marvel ficou com a difícil tarefa de manter ou elevar o tom para “Vingadores 4”. Mas, enquanto esperamos, “Guerra Infinita” está aí para se ver repetidas vezes no cinema. Afinal, 2h30 de duração é pouco para tanto entretenimento.  

CLASSIFICAÇÃO: 5/5 Nerdizinhos

Assista o filme nas salas do Cinépolis do Iguatemi Rio Preto! Confira aqui os horários das sessões! 

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